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Batman | A trajetória do Morcego de Gotham nos cinemas

Conheça a história do Batman nos cinemas e o que ela significa para os filmes de herói

Geraldo Campos 09 de fev. de 2022Atualizado em 10 de fev. de 2022

Criado por Bob Kane e Bill Finger, o Batman é simplesmente um dos maiores super-heróis de todos os tempo da cultura Geek. Tendo seus direitos reservados pela Warner/DC Comics, o personagem já foi vivido nas telas dos cinemas por inúmeros atores; cada um entregando uma leitura diferente sobre Bruce Wayne. Para revisitar essas várias vidas do Morcego, a Misto preparou a trajetória desde grande personagem, desde 1943 até 2022.

An Evening With Batman and Robin (1965)

"An Evening With Batman and Robin", na verdade, foi lançado em 1943 no formato de série com 15 capítulos. Mais tarde, e agora sim, em 1965, os capítulos foram aglutinados e lançado aos cinemas no formato de longa metragem com 260 minutos de filme.

DC/Batman

Na época a série foi produzida pela Columbia Pictures, e desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial, o que explica as manifestações anti-germânicas e nipônicas durante seu enredo. Apesar do forte barulho envolta da produção, ela obteve baixo orçamento e seguiu com sérios e graves erros de continuidade mesmo para a época.

A honra de interpretar o Batman pela primeira vez foi de Lewis Wilson e a de Dick Grayson, o Robin, de Douglas Croft.

Batman, O Homem-Morcego (1966)

Vinda da famosa série dos anos 60, esse longa se propõem em ser um filme leve e engraçado. Estrelando aquele que se imortalizou como o Batman, Adam West, e Burt Ward como Robin, a dupla enfrenta quatro grandes vilões da galeria; O Coringa, Charada, Pinguim e Mulher-Gato.

Nesse ano o Batman estava com uma caracterização muito diferente do que se consolidou hoje. Apesar da origem traumática do personagem, o filme, fazendo jus a série, é divertida e engraçada, com cenas muito cômicas como quando Batman sai correndo com uma bomba em mãos pela cidade, sem encontrar o local ideal para detoná-la.

DC/Batman

O filme foi produzido pela Century Fox, e teve direção de Leslie H. Martinson, numa duração de 105 minutos.

Batman (1989)

Diferente dos anos 60, o longa de Tim Burton apresenta um Batman muito mais maduro, denso e dramático, similar ao que se tem hoje. Isso se deve também ao que vinha acontecendo nas HQs, em que esse Bruce atormentado já havia sido desenvolvido. Muito dos grandes clássicos das HQs do personagem foram lançados na década de 80, como A Piada Mortal (Alan Moore), na qual Burton se inspira, Batman: O Cavaleiro das Trevas (Frank Miler), além da fase dos anos 70 de Dennis O'Neil.

Foi o primeiro grande filme do personagem, trazendo o Coringa como vilão e cenas memoráveis, além de uma incrível trilha sonora.

Warner/Batman

Personagens centrais do universo Batman são apresentados, como Vicki Vale, Alfred, Jim Gordom e até Harvey Dent. A própria Gotham City é apresentada quase como um personagem; uma cidade cheia de singularidades e fora dos padrões, com suas ruas sujas e dominada pelo crime.

São feitas algumas alterações quanto a origem do Coringa e a do Batman, inclusive na forma como elas se conversam na linha do tempo. A caracterização de ambos é bem interessante. Batman, interpretado por Michael Keaton, recebe seu primeiro uniforme nos cinemas que não é uma fantasia, e sim um traje repleto de gadgets, apesar de sua baixa mobilidade. Coringa, interpretado por Jack Nicholson, também se aproxima muito ao dos quadrinhos, e se assemelha muito à própria fonte de inspiração original do Coringa das HQs, vinda do personagem de Victor Hugo da estória "O Homem Que Ri".

Warner/Batman

O filme produzido pela Warner foi um sucesso tanto pelos críticos quanto pelo público geral, e fez uma marca impressionante de 411,6 milhões de dólares. Isso é mais que Batman Begins de 2005, que ficou em 371,9 milhões de dólares.

Sem dúvidas foi um filme muito importante para se criar o imaginário do Batman que o público geral possui hoje, e quebrar de vez com aquela ideia de um Bruce inocente e descontraído dos anos 60.

Batman Returns (1992)

Depois de três anos do sucesso de "Batman", Tim Burton retorna à direção do segundo longa do morcego já nos anos 90. Desta vez, novos personagens da galeria do personagem são trabalhados a partir da visão bem singular do diretor, como Pinguim (Danny DeVito) e Mulher-Gato (Michelle Pfeiffer).

De fato, mesmo o primeiro filme sendo denso e sombrio, em "Batman Returns" a assinatura de Burton é bem mais evidente, e segue numa linha que beira o horror se manifestando principalmente na caracterização de Pinguim e suas bizarrices.

Warner/Batman Returns

Na Mulher-Gato isso também vai refletir em sua origem e loucura, que por consequência atinge Batman, numa analogia de identificação mutua evoluindo para uma paixão na qual, quando juntos, eles pudessem assumir quem são sem "máscaras". Desse ponto de vista, Burton trabalha mais a psique de seus personagens. Algo que também vinha acontecendo nas HQs, como em Batman Asilo Arkham.

Warner/Batman Returns

As cenas de ação melhoram muito em relação ao primeiro filme e existe uma maturidade mais externada de Batman. Seus recursos aumentam, mostrando um extenso vestuário, tecnologia e uma bat-caverna maior e mais recheada de equipamentos. Sua própria maneira de agir está menos impulsiva e existem manobras políticas e estratégicas; o famoso "preparo", em que, por vezes, ele age como Bruce Wayne.

Burton, com esses dois filmes, inaugura um Batman mais próximo do imaginário casual de hoje. Apesar de mudar alguns fatos da origem do herói e de sua galeria de vilões, o universo Batman se consolida com uma seriedade que, até então, não se tinha nos cinemas. Mesmo assim, com todas as suas qualidades, o público da época ainda não estava pronto para ver aquele tipo de ruptura que tratava de temas adultos em filmes de herói, e acabou sofrendo críticas por parte do espectador leigo.

De qualquer maneira, agora, tanto nas HQs, quanto nas telonas, o morcego poderia ser vislumbrado com uma profundidade muito maior, num caminho que se seguiria para novos grandes filmes.

Batman de Joe Schumacher

Mesmo com dois grandes filmes de Burton, o diretor passa para a posição de produtor, e quem assume a responsabilidade de dar uma continuidade para "Batman Returns" é Joe Schumacher.

Entretanto, todo o desenvolvimento do filme foi um tanto conturbado. Primeiro, que na realidade, Joel assume a direção pela insistência de Burton, mas o então Batman, Michael Keaton, se recusa em fazer o papel após ler o roteiro do longa, intitulado de "Batman Forever". Com isso, Val Kilmer assume o protagonismo.

Todo elenco desse terceiro filme é de peso, contando até com Jim Carrey no papel de Charada e Tommy Lee no de Duas-Caras. Porém, "Batman Forever" marca uma divisão estética gigantesca em relação aos modos operantes de Tim Burton; Gotham está colorida, os vilões são mais caricaturados, as lutas são mais teatrais, sem contar com os imortalizados bat-mamilos do novo traje do Batman.

Warner/Batman Forever

Batman Eternamente marca o declínio da tetralogia iniciada magistralmente por Burton. Apesar desse terceiro filme dividir certa parte da crítica e fazer uma marca de bilheteria de 336,6 milhões de dólares, obviamente não agradou os fãs dos dois primeiros filmes.

Para fechar a direção de Joel Schumacher, em 1997 é lançado "Batman e Robin" como o quarto e último filme da franquia, marcada por mais uma produção ambígua, em que nem a própria Warner era muito de acordo com o desenvolvimento do longa.

Por fim, os bat-mamilos são mantidos e Val Kilmer desiste do papel, deixando o posto para George Clooney. O "Batman e Robin" foi mal recebido pela crítica e pelo público, e nem Clooney, Arnold Chwarzenegger como Senhor Frio e Uma Thurman como Hera Venenosa, foram capazes de fazer o filme ultrapassar a marca dos 238,2 milhões de dólares em bilheteria, sendo que teve um orçamento de 125 milhões.

Batman Begins

Em 2005 os cinemas recebem o primeiro grande filme de Christopher Nolan à frente do Batman; Batman Begins. Nolan segue numa direção madura, concisa e determinada em entregar uma história que parecesse ser plenamente possível. E estrelando Christian Bale como Bruce, Michael Caine como Alfred e Gary Oldman como Jim Gordon, esse feito é alcançado.

O primeiro filme de Nolan não tem pressa de introduzir Bruce, na verdade ele faz isso como nenhum anteriormente se preocupou, mostrando efetivamente suas motivações, treinamento e o real impacto da morte de seus pais em sua vida. Dentro disso, ele ainda se preocupa em estabelecer os códigos morais do protagonista, como o de não matar; algo que já havia nas HQs mas não havia sido discutido na sétima arte.

Warner/Batman Begins

Nolan consegue fazer com que todo o universo se converse, criando interações entre o Departamento de Polícia de Gotham com o Morcego, a influência da família Wayne na cidade, e a própria Wayne Tech. Sem dúvidas é o filme que mais transporta e aprofunda o que há de melhor do Batman nas HQs para os cinemas, estabelecendo muito bem o personagem.

O roteiro é muito inspirado nos quadrinhos e une os clássicos como Batman Ano Um (Frank Miler), a fase de Dennis O'Neil e Neal Adams, Batman Xamã (Dennis O'Neil) e muitos outros.

Desta feita, Batman enfrenta o Espantalho, o que dialoga muito com o próprio discurso do Morcego de inspirar medo nos criminosos; e Ra's Al Ghul, seu mestre que se torna inimigo.

Warner/Batman Begins

Lucius Fox (Morgan Freeman) tem papel importante em apresentar os novos "brinquedos" de Bruce, como o bat-móvel, e até mesmo seu traje. Nesse ponto o filme surpreende na forma como ele justifica a existência de cada equipamento e na leveza em como o faz. Todos os personagens se conversam muito bem; a química entre Bruce, Alfred e Lucius, bem como a do Batman com o DPGC que amadurece no segundo longa.

"Batman Begins" apesar de não ter feito uma grande bilheteria e ter problemas nas cenas de luta, trilhou um caminho e apresentou um Batman incrível que renderia uma trilogia de muito sucesso.

Batman O Cavaleiro Das Trevas

Depois do sucesso de crítica e recebimento do público perante o novo Batman, em 2008 os fãs recebem o segundo filme da trilogia, que, ainda hoje, é eleito por muitos não só como o melhor filme do Morcego, como um forte concorrente à melhor filme de super herói já feito. Não à toa, "The Dark Knight" foi o primeiro filme de herói que superou a marca de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Mas vamos entender ao que isso se deve.

A primeira sequência do filme (que por sinal é extraordinária), já caracteriza e apresenta muito bem o vilão do longa; o Coringa, interpretado por Heath Ledger que deu vida ao antagonista majestosamente e digna de Oscar reconhecido pela academia.

Warner/The Dark Knight

Tendo um Batman já bem estabelecido em "Batman Begins", ficou muito mais fácil para Nolan trabalhar outros nuances desse universo. Em suma, diferente do Coringa apresentado em 1989, esse dispensa origens, e suas singularidade está também muito atrelada ao mistério entorno de saber quem é essa figura caótica que, para cada vítima, conta uma história diferente sobre suas raízes.

E justamente nesse embate de caos e loucura que os códigos morais de Batman de não matar se veem cada vez mais pressionados, moldando a relação excludente entre a filosofia de vida do herói e do vilão.

Todo o arco e motivação do Coringa está baseada na HQ A Piada Mortal de Alan Moore, em que o personagem quer provar a todo custo que basta um empurrão para levar as pessoas à loucura. Na HQ essa ideia é trabalhada utilizando a imagem de Gordon e no longa é executado com Harvey Dent, o Duas-Caras.

Enquanto isso, Batman está em sua mais alta forma, com cenas memoráveis e estratégias de ação, invasão e ataque umas mais ousadas que a outra, acompanhada de uma trilha sonora fantástica composta por ninguém menos que Hanns Zimmer. Lucius Fox tem uma participação impar, e química entre Bruce e Lucius, e Bruce e Alfred, que já eram boas são mais lapidadas.

Além de Piada Mortal, outras HQs que se mostram muito presentes é O Longo Dia Das Bruxas de Jeph Loeb, a primeira aparição do Coringa lá de 1940 em Batman #1, Batman Ano Um e Gotham DPGC de Ed Brubaker e Greag Rucka, HQ de suma importância para se trabalhar a dinâmica de Batman com o Departamento de Polícia e entender o quão escorregadio e corrupto podem ser os oficiais da cidade.

Warner/The Dark Night

As cenas de ação melhoram exponencialmente em comparação ao longa de 2005, e a direção de fotografia rendem planos lindos de se apreciar.

O desfecho é muito bem pensado e maduro. A forma como Nolan trabalha o símbolo de seus personagens e o que cada um representa dentro daquele universo é de um discurso muito maduro e, remete ao cuidado e conhecimento da produção em frente ao significado do Batman.

"The Dark Knight" mostra de uma vez por todas o quanto um filme de herói pode e deve ser levado à sério, e é de fato um marco para o gênero, abrindo caminho para os demais projetos que estavam por vir, inclusive de outras empresas.

Batman: O Cavaleiro Das Trevas Ressurges

Quatro anos depois do sucesso de "The Dark Knight", Nolan apresenta aos cinemas o último filme da trilogia, intitulado "The Dark Knight Rises". Trazendo Bane como o grande vilão, esse filme tinha a difícil missão de encerrar o universo do morcego iniciado em 2005.

Obviamente que seria quase impossível entregar um vilão a altura do Coringa de Heath Ledger, e, felizmente, essa nem foi a tentativa. De todo modo, Tom Hardy entrega um antagonista digno da trilogia e que representa uma real ameaça. Todo esse arco da relação Bane e Batman vai se basear em A Queda do Morcego de Doug Moench, de 1993.

Outra personagem que retorna às tela, servindo como par romântico de Bruce, é a Mulher-Gato, interpretada por Anne Hathaway. Muitas inspirações influenciam esse casal, deste Batman Ano Um de Miller até Batman Silêncio de Loeb.

Warner/The Dark Knight Rises

O longa trabalha com as consequências dos acontecimentos tanto do primeiro, quanto do segundo filme, trabalhando as heranças de Ra's Al Ghul, e lhe dando com as mentiras criadas sobre Harvey Dent. Nesse espectro, Nolan aproveita para desenvolver um Bruce mais cansado, desiludido e que, como o nome diz, precisa ressurgir.

Existem cenas marcantes e todo o arco de ressurgimento do Morcego é muito edificante. A relação e os embates emocionais entre Alfred e Bruce também servem como cargas emotivas muito poderosas que remontam os novos dilemas do Wayne.

Warner/The Dark Knight Rises

O desfecho da trilogia é convincente, e fica uma vontade de namorar com uma continuação, que pode viver no imaginário dos fãs. Sem dúvidas que a contribuição de Nolan para a imagem do Batman, e para o gênero de heróis como um entretenimento complexo e de várias camadas, é praticamente imensurável.

Por fim, "The Dark Knight Rises" também quebra a barreira do 1 bilhão e até mesmo supera seu antecessor em alguns milhões de dólares.

Batman de Ben Affleck e Zack Snyder

Bem como a Marvel Studios estava obstinada e avançada em criar seu universo de heróis nos cinemas, a DC andava em passos lentos e tímidos. Até então a Warner tinha lançado Men Of Steel (2013), que deu o ponta pé para a criação desse universo. Com o anúncio de Batman Vs Superman (2016) as expectativas eram gigantes.

Warner/ Batman Vs Superman

Dirigido por Zack Snyder, o longa iria apresentar um novo Batman vivido por Ben Affleck. A ideia era, em alguns aspectos, muito baseada na HQ "Batman: O Cavaleiro Das Trevas", tratando de um Bruce mais velho, amargurado e de uma carga dramática mais forte, tendo até já perdido um de seus Robins para o crime em Gotham.

O novo herói gera certa controvérsias entre os fãs; apesar de todo o teatro da luta entre esses dois gigantes da DC e o início da formação da Liga da Justiça, além do filme ter um impacto relativamente negativo, o novo morcego quebra com algumas características tradicionais do personagem, como seu código de não matar.

Depois de Batman Vs Superman, em 2017 é lançado Liga Da Justiça pelas mãos de Joss Whedon, acompanhado de uma produção e direção extremamente conturbado e polêmica. Como resultado, o filme é mal aceito e um movimento se inicia na internet para que a versão de Zack Snyder seja finalizada e lançada.

O movimento tomou tais proporções que em 2021 a versão de Zack Snyder (Snyder Cut), com direito a refilmagens, foi lançada na HBO Max, com pouco mais de quatro horas.

Warner/ Snyder Cut Justice League

Independentemente dos "corres" da Warner, o Batman de Ben Affleck continuou não sendo o mais bem visto. Apesar de ser o protagonista de excelentes e lindas cenas de combate, não é só isso que os fãs esperam de um personagem desse calibre.

O Futuro de Batman nos Cinemas

Atualmente a DC/Warner está produzindo um novo filme solo do Batman totalmente novo e previsto para chegar aos cinemas em 3 de março de 2022. A direção está sob os cuidado do ilustríssimo Matt Reeves, e Bruce ganhará vida pela interpretação Robert Pattison.

Warner/ The Batman

O longa ainda contará com um elenco de muito peso com Paul Dano (Charada), Zoe Kravit (Mulher-Gato), Colin Farrell (Pinguim) e muitos outros. "The Batman" tomará como inspiração HQs clássicas do Morcego, sendo uma dessas Batman Ego de Darwyn Cooke, O Longo Dia Das Bruxas e Batman Silêncio. (Para entender mais sobre as referências que o longa pode seguir clique aqui)

Além das expectativas do novo Batman, Michael Keaton e Ben Affleck deverão retornar no filme solo de "The Flash" programado para chegar em novembro de 2022. Tudo isso graças a ideia de trabalhar os personagens da DC dentro de um Multiverso cinematográfico, e não universo.

Warner/ The Flash

Que a Warner tem planos para o Batman, disso nem se tem o que questionar. Ele é hoje uma das maiores fontes de rendas da DC e carrega uma multidão de fãs. De todo modo, não só ele como todo seu universo tem se expandido, como o sucesso do filme de "Joker" (2019), e a projeção de outros personagens como a Arlequina e as séries spin off.

De toda forma, o Batman tem uma linda história nos cinemas, passando por mãos de profissionais engajados no fazer da sétima arte, que em anos de história ajudaram a construir o imaginário de um dos maiores super-heróis de todos os tempos.