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Cinco versões bizarras do Coringa nas HQs

Confira cinco versões assustadoras de um dos maiores vilões das HQs de todos os tempos

Geraldo Campos 27 de mar. de 2022Atualizado em 27 de mar. de 2022

O Coringa já caminha para quase um século de existência, e de sua criação (1940) até os dias atuais, muitas mentes brilhantes da nona arte se responsabilizaram em escrever grandes histórias e projetar suas visões sobre esse enigmático personagem da DC Comics. Dentre as mais variadas perspectivas é possível listar algumas que ajudaram a constituir o imaginário dos fãs, com sua belíssima bizarrice e insanidade.

Batman: A Piada Mortal

Ninguém menos que Alan Moore para entrar nesta lista. O Coringa de "A Piada Mortal" (1988) é aquele que influência toda leitura posterior do personagem. Não se entende as versões mais recente, inclusive as dos cinemas, sem entender as características da releitura de Moore.

Além de constituir toda a genialidade maligna e doentia do vilão, o escritor de Watchman trabalha as paradoxais identificações e relação cíclica entre Batman e Coringa. Produzindo ainda, cenas memoráveis umas após as outras, como o ataque à Barbara Gordon e a tortura feita ao comissário de policia Jim Gordon.

Batman: Asilo Arkham

No ano seguinte ao de "A Piada Mortal", chega a grande Graphic Novel de Grant Morrison, "Batman: Asilo Arkham". Na inconfundível arte de Dave McKean, que denota proporções oníricas e de abstração a já psicodélica narrativa de Morrison, apresenta-se uma das versões mais temíveis do Coringa.

Uma HQ de horror, que se passa dentro de um manicômio inspirado na criação de H.P Lovecraft, Coringa se mostra sem qualquer tipo de limite. Por se tratar de uma obra para maiores de dezoito anos, seu linguajar e ações já demonstram de antemão as distâncias que essa versão pode tomar diante daquilo que já havia sido feito com o personagem (salvo a de Moore).

Coringa (Grant Morrison)

Outra versão de Grant Morrison também foi muito bem vinda em sua fase à frente do título do Batman já nos anos 2000. Não só a versão do Coringa é muito boa, bem como a releitura do próprio Batman de Zur-En-Arrh, que funciona como gatilho mental.

O visual do vilão é muito bom, parecendo um açougueiro, que há todo instante está lhe dando com a morte a na iminência de matar alguém.

Coringa (Scott Snyder)

Na fase dos Novos 52, Scott Snyder também não poupou esforços para entregar uma das versões mais assustadoras do vilão, depois de já ter contribuído com a criação da Corte das Corujas. Na época a repercussão entre os fãs foi grande, pois a sacada foi arrancar, literalmente, o rosto do Coringa.

Não bastou arrancar o rosto, como o vilão também usa o coro da face como máscara, e conforme a história avança a pela vai apodrecendo. Muito provavelmente não veremos isso nos cinemas, haja estômago, mas foto é que, já nas HQs é bem horripilante.

O Batman Que Ri

Também da mente de Scott Snyder, essa versão do vilão mistura a personalidade do Batman com a do Coringa, constituindo então, o que seria em tese, um dos personagens mais inteligentes da DC, que recebeu o nome de Batman que Ri. Trata-se de de uma versão de outro universo em Batman "torna-se" o Coringa e mata toda a bat-família.

Contando com esse visual demoníaco, o bom recebimento dos fãs à criação de Snyder, garantiu, posteriormente, uma HQ solo do vilão e várias outras aparições em demais títulos e sagas.

Menção Honrosa

Vale mencionar também a incrível versão criada por Brian Azzarello em uma HQ solo, de universo alternativo. Essa versão contém cenas memoráveis, como quando Coringa joga roleta russa, e um visual que lembra muito ao do filme Batman: O Cavaleiro Das Trevas.

Por sua vez, essa leitura traz um personagem mais "gangster" e envolvido diretamente com o mundo do crime organizado.

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